#RJ: Trilha da Pedra Bonita

Que o Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa não resta dúvida, né? Mas vista de cima consegue ser ainda mais encantadora, acredite em mim! E ver por fotos e vídeos é legal, mas ver pessoalmente/viver é sensacional!

Semana passada eu tive o prazer (e a dor) de fazer a trilha da Pedra Bonita no Rio e foi uma experiência incrível, a sensação lá em cima é indescritível. A subida é um tanto quanto íngreme, mas, fora isso, super tranquila. O caminho é aberto, nada de mata fechada, com poucos momentos de sol e em 30 minutos de trilha, você chega ao topo. E a vista compensa todo o esforço da subida.

Vista do alto da Pedra Bonita

A Pedra Bonita está situada dentro da Floresta da Tijuca e tem 696 metros de altitude. Lá de cima é possível ver de pertinho o topo da Pedra da Gávea, lá em baixo, toda a praia de São Conrado, as costas do morro Dois irmãos, o Cristo Redentor de longe, uma pequena parte da Lagoa Rodrigo de Freitas e toda a Barra da Tijuca. É uma vista panorâmica real!

Barra da Tijuca vista da Pedra Bonita
Pedra da Gávea vista do alto da Pedra Bonita

Caso você ainda não conheça, vá! E se você é estreiante em trilhas, tudo bem, foi a primeira vez que fiz trilha na vida e tirei de letra, então não se preocupe! Só ir com um tênis confortável, usar protetor solar e levar bastante água!

O acesso à trilha fica em São Conrado, na zona sul da cidade, e pode ser feito de carro (ou uber) até a pista de voo livre e só então começa a trilha/caminhada em si, que dura em média 30 minutos. O perrengue maior é para chamar o uber na volta, pois o sinal de celular é fraco e alguns motoristas se recusam a subir até lá. Tenha isso em mente. No mais, enjoy the view!

Trilha da Pedra Bonita

Gosta de trilha? Já fez alguma? Me conte nos comentários! Vou adorar saber! 🙂

Must watch: YOU

Pare tudo que você está fazendo e vá assistir “Você” (You)! Primeiro post do ano (e depois de um bom tempo, me desculpem) para dizer que você precisa assistir esse suspense que te instiga e prende do começo ao fim, porque você simplesmente não vai conseguir parar até saber tudo o que aconteceu e vai acontecer. Spoiler: e quando acabar, você não vai querer parar e vai pedir mais, e aí só temporada 2. #agilizaNetflix

You é baseada no livro homônimo de Caroline Kepnes, que explora a fronteira entre paixão e obsessão, e possui 10 episódios de 45 minutos cada. A série conta a história de Joe (Penn Badgley), gerente de uma livraria que se apaixona por Beck (Elizabeth Lail), uma aspirante à escritora. Decidido a conquistá-la, o protagonista não encontra limites em seus planos, enquanto tenta esconder seus atos obscuros dela.

Narrados pelo ponto de vista de Joe, os episódios trazem um olhar psicótico e detalhista, servindo de guia explicativo que pode muitas vezes enganar e confundir sobre as ações do protagonista. A série relata desde o momento em que Joe e Beck se conhecem, quando ela vai até a livraria em que Joe é gerente para comprar um livro, passando pelo momento de obsessão de Joe e chegando no momento em que eles começam realmente a conversar e sair. A narrativa é centrada nesse relacionamento que é levado longe demais.

A série é “uma história de amor do século XXI que questiona: ‘O que você faria por amor?’. Na trama, um gerente de livrarias conhece uma aspirante a escritora, e usa a internet e as mídias sociais como ferramentas para reunir as informações pessoais e se aproximar dela. A estranha paixão rapidamente se torna obsessão, ao mesmo tempo em que ele passa a eliminar silenciosa e estrategicamente todos os obstáculos – e pessoas – que aparecem no seu caminho.”

 

Os personagens da série são muito bem construídos, juntamente com as atuações impecáveis dos atores. Elizabeth Lail dá um show de atuação no papel da jovem escritora insegura, cercada por uma vida vazia e cheia de futilidades, Beck. E Penn Badgley está perfeito como Joe. As atuações despertam no espectador exatamente o que deveria sentir pelos personagens e suas ações, desde raiva a amor, empatia e medo.

You é uma história repleta de mistérios que te intriga e deixa curioso para saber que fim levará Joe e seu relacionamento com Beck. Com um final um tanto quanto surpreendente, a série te deixa sedento pela segunda temporada e pelas respostas às perguntas que o final deixa.

A primeira temporada foi disponibilizada na Netflix no último dia 26 e a segunda temporada tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2019.

Nota: Série digna de maratona, eu devorei em dois dias. Então fica a dica! Corre pro Netflix!

Must read: O Adulto – Gillian Flynn

Definitivamente o melhor livro que li, sei lá, nos últimos dois anos. Sério. Depois de muito ouvir falar sobre a autora Gillian Flynn, devido à série da HBO, Sharp Objects, e após assistí-la e passar raiva com o final (assim como aconteceu com o filme “Garota Exemplar” – também uma adaptação do livro homônimo da autora), resolvi conhecer sua obra para tirar a prova. Mas confesso que tenho um pouco de preguiça de ler livros que já sei o que acontece – ou boa parte da história. Então queria algo novo. Foi aí que descobri “O Adulto” (The Grownup). Que já me chamou atenção logo de cara por ter um título que não diz absolutamente nada. Só pelo título você pode esperar qualquer coisa.

É um conto, ou seja, uma história curta. Você lê em uma sentada. O livro físico tem apenas 59 páginas. Mas Gillian Flynn prova que tamanho não é documento quando se trata de literatura. A escritora constrói uma trama de suspense cheia de surpresas e reviravoltas que lembra um pouco alguns filmes de terror.

Na trama, uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes, seu principal talento é dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir. Certo dia, ela atende Susan Burke, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Quando visita a impressionante mansão da família e se depara com acontecimentos aterrorizantes, ela se convence de que há algo tenebroso à espreita.

“O silêncio empático é uma das armas menos utilizadas no mundo.”

A personagem central possuiu um humor ácido e gostaria de ser e ter mais do que a vida lhe permitiu. Interessante observar os papéis que ela assume ao longo da história, sem perder a sua essência. As demais personagens também receberam um tratamento especial em sua construção, enriquecendo ainda mais a obra.

O que mais me impressionou foi a construção da trama até o desfecho. A autora soube plantar dúvidas, criar situações e inserir cenários que além de prender a atenção, provocam dúvidas e muita aflição. É um prato cheio para quem é fã de histórias rápidas e intensas ou adora um bom suspense.

À medida que você vai avançando nas páginas, não consegue mais parar e quando pensa que já sabe tudo, PÁ! Dale plot twist! E aí só lendo o livro, mores… Se contar mais, perde a graça! A história é fantástica! Garanto!

Betty Who, uma pop star que você precisa ouvir!

Só dá ela no meu Spotify! Se você ainda não conhece o som dela, não se preocupe, eu também não conhecia até uns dias atrás quando o maravilhoso do Spotify resolveu me sugerir uma música dela, assim, despretensiosamente #sqn. (Obrigado, Spotify ❤️) E não deu outra, eu viciei e tô apaixonado pela Betty e pelo som dela. Chegou chegando na minha playlist e você precisa conhecer!

betty-who-njshow
Betty Who em show em março deste ano

Jessica Anne Newham, conhecida como Betty Who, é uma cantora e compositora  australiana de apenas 26 anos. Mas Betty não é uma pop star convencional, meses atrás ela rompeu o contrato com sua gravadora (pela qual lançou dois álbuns) e decidiu fazer música de forma independente (maravilhosa, né?) e recentemente lançou um EP com 5 faixas, intitulado Betty, Pt. 1. Ou seja, tudo indica que teremos Pt. 2 em breve!

Com temas típicos do universo pop, letras bem escritas e melodias viciantes, Betty consegue trazer aquele ritmo que nos faz lembrar o pop dos anos 80 e fazer funcionar mesmo nos tempos atuais, com algumas batidas eletrônicas mais populares. Não faltam, em seu repertório, músicas que poderiam e deveriam ser hits, considerando suas “qualidades viciantes”. E o que poderia facilmente ser mais do mesmo, tem aqui uma abordagem autêntica e inovadora do gênero, e, portanto, vale a pena ouvir.

Top 5 favoritas:

  1. Just Thought You Should Know
  2. Ignore Me
  3. Wanna Be
  4. I Love You Always Forever
  5. Just Like Me

Aperte o play!

 

Pudim de leite em 3 minutos

Sim, é isso mesmo que você leu, vou te ensinar a fazer um pudim em apenas 3 minutos! Porção individual, é claro! (Mas pode ser dividida em duas tranquilamente!) E no micro-ondas, obviamente 😅 Não sei você, mas pudim de leite é uma das minhas sobremesas preferidas da vida! Então se tá a fim/podendo sair da dieta, se joga! Se não faz dieta, melhor ainda, né? 🍮

Vamos ao que interessa: a receita! É super simples de fazer, bora lá! Você só precisa de:

  • 150ml de leite
  •  1 ovo
  • 3 colheres de sopa (cheias) de leite condensado
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

E para a calda:

  • 3 colheres de sopa (bem cheias) de açúcar
  • 50ml de água 

Modo de preparo:

1. Em uma tigela, misture o leite, o ovo e o leite condensado, batendo (pode ser com um garfo mesmo) até virar uma mistura homogênea;

2. Acrescente a essência de baunilha e misture novamente;

3. Com o auxílio de uma peneira, despeje em um (ou dois, se quiser dividir) recipiente próprio para micro-ondas e asse-o por 3 minutos em potência máxima (o uso da peneira é para retirar aquela “pele” do ovo);

Nota: Caso você tire do micro-ondas e o meio ainda esteja um pouco mole, coloque mais 30 segundos. A consistência deve ser firme.

4. Em um outro recipiente, misture o açúcar com a água e leve ao micro-ondas por em média 1 minuto para caramelizar;

5. Feito isso, despeje a calda por cima do pudim e leve à geladeira para esfriar por mais ou menos uma hora e nhac! Está pronto para devorar!

Nota: Caso você queira desenformar, pode inverter os passos e levar à geladeira para esfriar primeiro, desenformar, fazer a calda e jogar por cima.

DICA: Para uma versão mais leve e saudável, substitua o leite comum pelo desnatado e o açúcar refinado pelo açúcar de coco, funciona e fica incrível do mesmo jeito!

Simples assim! Sem mistérios, sem segredos! Tão fácil e rápido que até parece mentira! Não precisa me agradecer! 😂

DSC_4893a
Pudim de leite de micro-ondas

Must watch: This Is Us

Sempre que começo a assistir uma série que me despertou muito interesse, começo um pouco receoso, com um pé atrás, porque a gente nunca sabe o que pode vir pela frente, podemos acabar nos decepcionando, então é melhor nem criar muita expectativa! Mas This Is Us não chega nem perto de decepcionar, pode acreditar! Assisti todos os episódios (um total de 36 contando 1ª e 2ª temporadas) em menos de duas semanas. Não conseguia parar! 

This Is Us acompanha os irmãos Kate, Kevin e Randall, nascidos na mesma data, enquanto suas vidas se entrelaçam. Kate e Kevin são filhos biológicos de Jack e Rebecca, já Randall foi adotado pelo casal após terem perdido o terceiro filho da gravidez de trigêmeos durante o parto. A série apresenta a história da família em épocas diferentes, alternando entre o presente e a infância  e adolescência dos três irmãos.

No elenco estão grandes nomes como Mandy Moore (Red Band Society), Milo Ventimiglia (Gilmore Girls), Sterling K. Brown (The People v. O.J. Simpson), Justin Hartley (Revenge), Chrissy Metz (American Horror Story), Susan Kelechi Watson (Louie), Chris Sullivan (The Knick) e Ron Cephas Jones (Mr. Robot).

Sem roteiros mirabolantes ou algo do tipo, a série foca nos sentimentos mais singelos do ser humano; repleta de histórias do nosso cotidiano, exemplos de vida e superação, dramas pessoais e coletivos… É difícil não se identificar com algum personagem ou situação. A narrativa é sensível e emocionante; de uma forma tão doce e quase que inocente, a série parece te abraçar, te colocar no colo e te deixar quentinho.

this is us
This Is Us

Vamos aos fatos! Imagine uma história simplesmente deliciosa se desenhando à sua frente e que quando você já está apaixonado por ela, pensando que sabe tudo o que tá acontecendo, ela vem, te dá uma rasteira e diz: “Por essa você não esperava!”. Assim é This Is Us. Com temáticas densas, drama e humor na medida certa e diálogos maravilhosos, é impossível não se apaixonar e não se envolver.

Isso sem mencionar a representatividade, uma série que já chega tombando com personagens centrais negros, gordos e, de alguma maneira, fora dos padrões, já merece o nosso respeito e atenção, não é mesmo? O que dizer, então, de uma série que faz isso com tamanha maestria que chega a te deixar constrangido ao te lembrar da crueldade que é viver fora do padrão em uma sociedade sustentada por padrões?

A cereja do bolo fica por conta da trilha sonora cheia de indie e pop, e da fotografia impecável que parece ter saído de algum filtro do Instagram.

Obviamente possui alguns clichês – sempre utilizados de maneira inteligente, e algumas armadilhas no roteiro, mas que só nos damos conta após estarmos segurando uma lágrima ou fungando o nariz.

This Is Us sabe lidar com sentimentos comuns e temas densos de uma maneira muito sábia e delicada, sempre com bastante suavidade, e você pode até tentar conter as lágrimas, mas sinto informar que será em vão, quando você se der conta já estará produzindo rios. Mas em seus momentos leves, nós rimos e nos sentimos ainda mais acolhidos.

Enfim, This Is Us é um prato cheio para quem gosta de um bom drama e de uma história envolvente, que te prende do início ao fim. Tem que assistir! E, ah! A terceira temporada estreia dia 25 de setembro, então corre pra assistir!

P.S. 1: Nenhuma resposta é apresentada na primeira temporada, o que praticamente te obriga a assistir a segunda (que traz novas perguntas rs).

P.S. 2: Para tristeza geral da nação, não está disponível na Netflix 😦 tem que assistir online ou fazer download (mas vale a pena, garanto).

Top 5: melhores álbuns de 2017

O final do ano vai se aproximando e a gente já entra no clima de retrospectiva (e nostalgia), não é mesmo? E se teve uma coisa que não faltou em 2017, foi música. E música boa!

Segundo o Spotify, eu escutei nada mais nada menos que 49.079 minutos de música, 808 músicas diferentes, 212 artistas e 13 gêneros musicais em 2017. Ufa! Isso sem contar que ainda faltam alguns dias para o ano acabar e sem falar nas outras plataformas que usei para ouvir música. 😂 É MUITA música!

Pensando nisso, fiz um TOP 5 com álbuns lançados nesse ano e que eu mais curti ouvir em 2017. Então bora lá!

5. Double Dutchess – Fergie   

fergie DD

Após 11 longos anos sem lançar um álbum (apenas alguns singles nesse período), Fergie voltou à cena pop com tudo. Double Dutchess foi adiado diversas vezes por variadas razões mas valeu a espera, Fergie entregou um álbum completo e melhor que seu antecessor. Double Dutchess nos apresenta uma nova versão de Fergie e conta com músicas dançantes e outras mais românticas. À primeira vista, pode parecer uma bagunça sonora, mas o resultado final é muito bom e tem momentos marcantes.

Favoritas: Hungry * A Little Work * Enchanté

4. Lust For Life – Lana Del Rey    

Lana LFL

Que as músicas – e consequentemente os discos – da Lana são maravilhosas não é nenhuma novidade né? Mas esse álbum em especial é simplesmente incrível, não tem uma música ruim ou mais ou menos. Eu ousaria dizer que é o melhor álbum da carreira dela. Lust For Life apesar de, à primeira vista, parecer mais “felizinho” e alto astral, é a mesma deprê de sempre (que a gente ama), mas sem mimimi e a cantora nos entrega um pop inteligente como só ela sabe fazer.

Favoritas: White Mustang * Lust For Life * Coachella

3. Beautiful Trauma – Pink    

Pink BT

Taí uma artista completa, foda, maravilhosa, incrível e quantos mais adjetivos forem possíveis. Eu sempre irei enaltecer esse mulherão da porra. Sou fã desde que me entendo por gente (isso já faz um tempinho viu… rs) e ela se supera a cada álbum. Fica anos sem lançar, mas quando lança… Detona a porra toda! Beautiful Trauma é mais um álbum memorável da cantora e para ouvir no repeat.  Um belo álbum do melhor que o pop pode ser: pegajoso, positivo e relevante.

Favoritas: Beautiful Trama * For Now * I Am Here

2. BLUE LIPS – Tove Lo    

Tove_Lo_-_Blue_Lips

Após apenas um ano do lançamento de seu último disco, Tove Lo está de volta com a sequência de Lady Wood. Blue Lips é o terceiro álbum de estúdio da cantora e é viciante. Fiquei a primeira semana após seu lançamento ouvindo no repeat sem parar, todos os dias. Juro! Tove foi uma grande (e grata) surpresa nos últimos anos, trouxe um refresco para o pop atual e seu som é irresistivelmente delicioso. Seu primeiro disco, Queen of the clouds, é foda e eu duvidei que fosse possível ela lançar um álbum melhor, mas Blue Lips está aí para provar que eu estava enganado.

Favoritas: Romantics * Bad Days * Hey you got drugs?

1. DUA LIPA – Dua Lipa    

Dua_Lipa_(album)

Ela sem dúvidas foi a dona do ano. Dua chegou quebrando tudo e não teve pra ninguém. Não tenho nem muito o que falar, dizer que foi o álbum que mais ouvi (e continuo ouvindo) já fala por si só. ❤ Um álbum completo, redondo, para ouvir a qualquer hora. Falei sobre ele aqui.

Favoritas: No Goodbyes * New Love * Last Dance (mas não tem favoritas na real rs são todas maravilhosas)

 

img_7941
Taí o Spotify que não me deixa mentir.

P.S.: As favoritas estão em ordem de aparição nos álbuns e não de preferência.

Olhando a lista percebemos que o post também poderia se chamar TOP 5: melhores álbuns pop, ou ainda TOP 5: melhores álbuns pop feminino de 2017 😂

“Extraordinário” – Do riso ao choro (e vice-versa)

Ontem foi dia de assistir ao filme “Extraordinário”, que chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, dia 7 de dezembro. O filme é baseado no livro homônimo, do autor R. J. Palácio, que narra as dificuldades e conquistas presentes na vida de uma criança especial.

“Extraordinário” conta a história de Auggie Pullman, um garoto que possui uma deformação facial devido ao fato de ter nascido com uma doença rara, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Antes educado em casa, agora, aos 10 anos, ele frequentará uma escola regular pela primeira vez, como qualquer outra criança. Lá, precisará lidar com a sensação constante de ser sempre observado e julgado por todos ao seu redor.

Parece ser só mais uma história de uma criança diferente das outras, mas “Extraordinário” vai além, é sobre as relações humanas como um todo – tendo como foco a fase entre infância e adolescência.

A adaptação pro cinema não deixa a desejar, pelo contrário, só agrega à trama. O roteiro é fiel à história (na medida do possível) e conta de forma delicada e divertida os altos e baixos da jornada de Auggie. Eu, particularmente, adoro quando um livro que li, vira filme. Acho o máximo ter materializado tudo que imaginei lendo o livro.

Quem dá vida a Auggie é Jacob Tremblay, o Jack de “O Quarto de Jack” – brilhantemente, diga-se de passagem. Todo o trabalho de caracterização não se sustentaria se não tivesse um garoto tão brilhante por debaixo.

Julia Roberts e Owen Wilsonestão fantásticos no papel dos pais, a conexão entre eles e Jacob é visível e fundamental para a história. Destaque também para o restante do elenco mirim que está perfeito e faz com que o filme consiga ser sensível sem ser infantil demais (bobo).

extraordinario
Você está pronto para conhecer Auggie Pullman?

“Extraordinário” nos convida a olhar além das aparências. O filme é uma aula de empatia, gentileza e amor ao próximo. Fala sobretudo de aceitação das diferenças e nos faz refletir sobre o que realmente importa no fim das contas. Um tema importante tratado com leveza e ao mesmo tempo com a seriedade necessária. Mesmo caindo em clichês vez ou outra e não tendo nada de inovador, não decepciona e não deixa de ser um filme brilhante (tanto para crianças quanto para adultos). Tem que ver. ❤

Recomendo levar uns lencinhos se você for “manteiga derretida” assim como eu. rs

extraordinario-filme-baseado-no-livro-sera-estrelado-por-julia-roberts-e-jacob-tremblay-3

Must go: Inhotim

Provavelmente você já ouviu falar de Inhotim… Se não, deixe-me lhe apresentar… É o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil. Muitos se referem a Inhotim como museu a céu aberto, mas não gosto de me referir a ele apenas como um museu pois acho que limita e é muito mais que um museu.

Essa foi a terceira vez que fui e, garanto, é sempre uma experiência diferente. Fica em Brumadinho (60km de BH) mas parece que você está num mundo paralelo, tipo Alice no país das maravilhas, sabe?

Inhotim é enorme, imenso, gigante. Um dia não é suficiente para visitar todas as galerias e obras e absorver toda a energia mágica daquele lugar. Mas se souber aproveitar bem o tempo, dá para visitar bastante coisa em um dia inteiro. Lá é dividido em três eixos, um rosa, um laranja e um amarelo, recomendo escolher um e fazer todo o percurso e depois, os demais.

É tanta coisa maravilhosa que fica difícil eleger uma instalação preferida, mas duas obras específicas me chamaram mais atenção e mexeram comigo.

A primeira delas se chama Linda do Rosário, uma escultura da artista Adriana Varejão onde a arquitetura se associa ao corpo, e a “matéria de construção se torna carne”. É uma espécie de “muro vivo”, uma coisa incrível! É, sem dúvida, uma das obras de arte mais incríveis que já vi na vida. Foi inspirada no desabamento do Hotel Linda do Rosário, no centro do Rio de Janeiro, em 2002, cujas paredes azulejadas caíram sobre um casal num dos cômodos do prédio. É uma daquelas coisas que tem que ver. Onde: G7 – eixo laranja.

 

Outra obra que mexeu comigo de forma intensa foi a instalação Através, do artista Cildo Meireles. Desde o final dos anos 1960, Cildo Meireles vem se afirmando como importante voz na arte contemporânea. Seu trabalho é pioneiro no campo da arte da instalação e preza pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.

Através é uma espécie de labirinto construído por meio de objetos e materiais comuns do dia a dia; são objetos utilizados para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: desde uma cortina de chuveiro – passando por um arame farpado – até uma grade de prisão, e muitos outros materiais de origem doméstica, industrial e institucional. Esses elementos se organizam geometricamente sobre um chão de vidro estilhaçado que reflete a luz focal do centro e produz diferentes tipos de transparência.

“Por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo.  O convite é que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las.” Não preciso dizer mais nada né? Só vivenciando para entender. É permitido caminhar pela instalação, desde que você esteja calçado. Onde: G5 – eixo amarelo.

 

Inhotim é muito mais que um passeio, que um programa, que uma viagem. É uma experiência sensorial (e única), que usa e abusa de todos os nossos sentidos. Vale a pena cada segundo naquele lugar.

Dicas: Vá com um calçado e roupas confortáveis pois você vai andar muito lá. Leve uma garrafa d’água e alguns snacks pra comer no caminho. E não se esqueça do protetor solar. 😉

~

Serviço:http://www.inhotim.org.br/

Novo vício: Dinastia

Preciso dividir com vocês meu mais novo vício: a nova série da Netflix, Dinastia (Dynasty, no original). Se você, assim como eu, sente saudades de uma trama cheia de white people problems, intrigas, vingança, badalação e uma boa pitada de mistério, aperte o play!

A série é uma mistura de “Gossip Girl”, “Revenge” e “The O.C.” E não é à toa, os nomes por trás do roteiro são Josh Schwartz, Stephanie Savage e Sallie Patrick. Josh é o criador de “The O.C.” e co-criador da adaptação de “Gossip Girl” para a TV, junto com Stephanie. Os dois também eram produtores de ambas as séries. Já Sallie foi responsável pela produção de “Revenge” e pelo roteiro de 12 episódios.

Inspirada em um seriado clássico dos anos 1980 – que tinha o mesmo nome, “Dinastia” segue a disputa por fortuna e poder travada entre duas das famílias mais ricas dos EUA. Um ponto bacana dessa nova versão da série é a representatividade racial, uma das famílias é negra. Legal, né? (Tem casal gay também ❤ ) A trilha sonora e a fotografia são um plus a mais.

DYNASTY
DYNASTY

O maior problema da série é que chega na Netflix à moda antiga, um episódio por semana 😅 toda quinta-feira é dia! Mas tem uma explicação para tal, os episódios chegam ao Brasil apenas um dia após irem ao ar nos Estados Unidos. Já estão disponíveis 3 episódios. Então já sabe, né? Se joga!

dinastia