Top 5: melhores álbuns de 2017

O final do ano vai se aproximando e a gente já entra no clima de retrospectiva (e nostalgia), não é mesmo? E se teve uma coisa que não faltou em 2017, foi música. E música boa!

Segundo o Spotify, eu escutei nada mais nada menos que 49.079 minutos de música, 808 músicas diferentes, 212 artistas e 13 gêneros musicais em 2017. Ufa! Isso sem contar que ainda faltam alguns dias para o ano acabar e sem falar nas outras plataformas que usei para ouvir música. 😂 É MUITA música!

Pensando nisso, fiz um TOP 5 com álbuns lançados nesse ano e que eu mais curti ouvir em 2017. Então bora lá!

5. Double Dutchess – Fergie   

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Após 11 longos anos sem lançar um álbum (apenas alguns singles nesse período), Fergie voltou à cena pop com tudo. Double Dutchess foi adiado diversas vezes por variadas razões mas valeu a espera, Fergie entregou um álbum completo e melhor que seu antecessor. Double Dutchess nos apresenta uma nova versão de Fergie e conta com músicas dançantes e outras mais românticas. À primeira vista, pode parecer uma bagunça sonora, mas o resultado final é muito bom e tem momentos marcantes.

Favoritas: Hungry * A Little Work * Enchanté

4. Lust For Life – Lana Del Rey    

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Que as músicas – e consequentemente os discos – da Lana são maravilhosas não é nenhuma novidade né? Mas esse álbum em especial é simplesmente incrível, não tem uma música ruim ou mais ou menos. Eu ousaria dizer que é o melhor álbum da carreira dela. Lust For Life apesar de, à primeira vista, parecer mais “felizinho” e alto astral, é a mesma deprê de sempre (que a gente ama), mas sem mimimi e a cantora nos entrega um pop inteligente como só ela sabe fazer.

Favoritas: White Mustang * Lust For Life * Coachella

3. Beautiful Trauma – Pink    

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Taí uma artista completa, foda, maravilhosa, incrível e quantos mais adjetivos forem possíveis. Eu sempre irei enaltecer esse mulherão da porra. Sou fã desde que me entendo por gente (isso já faz um tempinho viu… rs) e ela se supera a cada álbum. Fica anos sem lançar, mas quando lança… Detona a porra toda! Beautiful Trauma é mais um álbum memorável da cantora e para ouvir no repeat.  Um belo álbum do melhor que o pop pode ser: pegajoso, positivo e relevante.

Favoritas: Beautiful Trama * For Now * I Am Here

2. BLUE LIPS – Tove Lo    

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Após apenas um ano do lançamento de seu último disco, Tove Lo está de volta com a sequência de Lady Wood. Blue Lips é o terceiro álbum de estúdio da cantora e é viciante. Fiquei a primeira semana após seu lançamento ouvindo no repeat sem parar, todos os dias. Juro! Tove foi uma grande (e grata) surpresa nos últimos anos, trouxe um refresco para o pop atual e seu som é irresistivelmente delicioso. Seu primeiro disco, Queen of the clouds, é foda e eu duvidei que fosse possível ela lançar um álbum melhor, mas Blue Lips está aí para provar que eu estava enganado.

Favoritas: Romantics * Bad Days * Hey you got drugs?

1. DUA LIPA – Dua Lipa    

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Ela sem dúvidas foi a dona do ano. Dua chegou quebrando tudo e não teve pra ninguém. Não tenho nem muito o que falar, dizer que foi o álbum que mais ouvi (e continuo ouvindo) já fala por si só. ❤ Um álbum completo, redondo, para ouvir a qualquer hora. Falei sobre ele aqui.

Favoritas: No Goodbyes * New Love * Last Dance (mas não tem favoritas na real rs são todas maravilhosas)

 

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Taí o Spotify que não me deixa mentir.

P.S.: As favoritas estão em ordem de aparição nos álbuns e não de preferência.

Olhando a lista percebemos que o post também poderia se chamar TOP 5: melhores álbuns pop, ou ainda TOP 5: melhores álbuns pop feminino de 2017 😂

“Extraordinário” – Do riso ao choro (e vice-versa)

Ontem foi dia de assistir ao filme “Extraordinário”, que chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, dia 7 de dezembro. O filme é baseado no livro homônimo, do autor R. J. Palácio, que narra as dificuldades e conquistas presentes na vida de uma criança especial.

“Extraordinário” conta a história de Auggie Pullman, um garoto que possui uma deformação facial devido ao fato de ter nascido com uma doença rara, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Antes educado em casa, agora, aos 10 anos, ele frequentará uma escola regular pela primeira vez, como qualquer outra criança. Lá, precisará lidar com a sensação constante de ser sempre observado e julgado por todos ao seu redor.

Parece ser só mais uma história de uma criança diferente das outras, mas “Extraordinário” vai além, é sobre as relações humanas como um todo – tendo como foco a fase entre infância e adolescência.

A adaptação pro cinema não deixa a desejar, pelo contrário, só agrega à trama. O roteiro é fiel à história (na medida do possível) e conta de forma delicada e divertida os altos e baixos da jornada de Auggie. Eu, particularmente, adoro quando um livro que li, vira filme. Acho o máximo ter materializado tudo que imaginei lendo o livro.

Quem dá vida a Auggie é Jacob Tremblay, o Jack de “O Quarto de Jack” – brilhantemente, diga-se de passagem. Todo o trabalho de caracterização não se sustentaria se não tivesse um garoto tão brilhante por debaixo.

Julia Roberts e Owen Wilsonestão fantásticos no papel dos pais, a conexão entre eles e Jacob é visível e fundamental para a história. Destaque também para o restante do elenco mirim que está perfeito e faz com que o filme consiga ser sensível sem ser infantil demais (bobo).

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Você está pronto para conhecer Auggie Pullman?

“Extraordinário” nos convida a olhar além das aparências. O filme é uma aula de empatia, gentileza e amor ao próximo. Fala sobretudo de aceitação das diferenças e nos faz refletir sobre o que realmente importa no fim das contas. Um tema importante tratado com leveza e ao mesmo tempo com a seriedade necessária. Mesmo caindo em clichês vez ou outra e não tendo nada de inovador, não decepciona e não deixa de ser um filme brilhante (tanto para crianças quanto para adultos). Tem que ver. ❤

Recomendo levar uns lencinhos se você for “manteiga derretida” assim como eu. rs

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Must go: Inhotim

Provavelmente você já ouviu falar de Inhotim… Se não, deixe-me lhe apresentar… É o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil. Muitos se referem a Inhotim como museu a céu aberto, mas não gosto de me referir a ele apenas como um museu pois acho que limita e é muito mais que um museu.

Essa foi a terceira vez que fui e, garanto, é sempre uma experiência diferente. Fica em Brumadinho (60km de BH) mas parece que você está num mundo paralelo, tipo Alice no país das maravilhas, sabe?

Inhotim é enorme, imenso, gigante. Um dia não é suficiente para visitar todas as galerias e obras e absorver toda a energia mágica daquele lugar. Mas se souber aproveitar bem o tempo, dá para visitar bastante coisa em um dia inteiro. Lá é dividido em três eixos, um rosa, um laranja e um amarelo, recomendo escolher um e fazer todo o percurso e depois, os demais.

É tanta coisa maravilhosa que fica difícil eleger uma instalação preferida, mas duas obras específicas me chamaram mais atenção e mexeram comigo.

A primeira delas se chama Linda do Rosário, uma escultura da artista Adriana Varejão onde a arquitetura se associa ao corpo, e a “matéria de construção se torna carne”. É uma espécie de “muro vivo”, uma coisa incrível! É, sem dúvida, uma das obras de arte mais incríveis que já vi na vida. Foi inspirada no desabamento do Hotel Linda do Rosário, no centro do Rio de Janeiro, em 2002, cujas paredes azulejadas caíram sobre um casal num dos cômodos do prédio. É uma daquelas coisas que tem que ver. Onde: G7 – eixo laranja.

 

Outra obra que mexeu comigo de forma intensa foi a instalação Através, do artista Cildo Meireles. Desde o final dos anos 1960, Cildo Meireles vem se afirmando como importante voz na arte contemporânea. Seu trabalho é pioneiro no campo da arte da instalação e preza pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.

Através é uma espécie de labirinto construído por meio de objetos e materiais comuns do dia a dia; são objetos utilizados para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: desde uma cortina de chuveiro – passando por um arame farpado – até uma grade de prisão, e muitos outros materiais de origem doméstica, industrial e institucional. Esses elementos se organizam geometricamente sobre um chão de vidro estilhaçado que reflete a luz focal do centro e produz diferentes tipos de transparência.

“Por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo.  O convite é que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las.” Não preciso dizer mais nada né? Só vivenciando para entender. É permitido caminhar pela instalação, desde que você esteja calçado. Onde: G5 – eixo amarelo.

 

Inhotim é muito mais que um passeio, que um programa, que uma viagem. É uma experiência sensorial (e única), que usa e abusa de todos os nossos sentidos. Vale a pena cada segundo naquele lugar.

Dicas: Vá com um calçado e roupas confortáveis pois você vai andar muito lá. Leve uma garrafa d’água e alguns snacks pra comer no caminho. E não se esqueça do protetor solar. 😉

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Serviço:http://www.inhotim.org.br/

Novo vício: Dinastia

Preciso dividir com vocês meu mais novo vício: a nova série da Netflix, Dinastia (Dynasty, no original). Se você, assim como eu, sente saudades de uma trama cheia de white people problems, intrigas, vingança, badalação e uma boa pitada de mistério, aperte o play!

A série é uma mistura de “Gossip Girl”, “Revenge” e “The O.C.” E não é à toa, os nomes por trás do roteiro são Josh Schwartz, Stephanie Savage e Sallie Patrick. Josh é o criador de “The O.C.” e co-criador da adaptação de “Gossip Girl” para a TV, junto com Stephanie. Os dois também eram produtores de ambas as séries. Já Sallie foi responsável pela produção de “Revenge” e pelo roteiro de 12 episódios.

Inspirada em um seriado clássico dos anos 1980 – que tinha o mesmo nome, “Dinastia” segue a disputa por fortuna e poder travada entre duas das famílias mais ricas dos EUA. Um ponto bacana dessa nova versão da série é a representatividade racial, uma das famílias é negra. Legal, né? (Tem casal gay também ❤ ) A trilha sonora e a fotografia são um plus a mais.

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DYNASTY

O maior problema da série é que chega na Netflix à moda antiga, um episódio por semana 😅 toda quinta-feira é dia! Mas tem uma explicação para tal, os episódios chegam ao Brasil apenas um dia após irem ao ar nos Estados Unidos. Já estão disponíveis 3 episódios. Então já sabe, né? Se joga!

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Must go: Londrina/PR

Meu coração aperta só de lembrar dos dias deliciosos que passei nessa cidade linda e acolhedora ❤ Londrina é a quarta maior cidade do sul do Brasil, um tanto quanto distante da capital do estado, Curitiba, mas não deixa a desejar em nada. Fiquei impressionado com a organização e limpeza das ruas, sem falar na educação das pessoas. E opções do que fazer não faltam!

Comece o dia passeando pelo Jardim Botânico, depois uma parada na Pátio San Miguel para fazer um lanche, termine a tarde apreciando o pôr do sol no Lago Igapó e à noite, bons drinks no Oficina Bar. Esse seria um ótimo roteiro para um dia em Londrina. Só escrever já me fez suspirar… Suspirei de saudade, suspirei com as boas lembranças…

O Jardim Botânico de Londrina é uma das mais importantes unidades de pesquisa e conservação de espécies nativas e exóticas no Paraná, com mais de 1 milhão de metros quadrados de mata nativa, nascentes e rios. Vale a pena a visita!

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Vista aérea do Jardim Botânico

Pátio San Miguel é uma lanchonete/confeitaria incrível, com uma variedade enorme de doces e salgados (dá água na boca só de lembrar), tanta opção maravilhosa que a gente fica sem saber o que escolher! Fica aberta até às 23h nas segundas e terças e 24h o restante da semana, maravilhoso né? Bateu aquela larica no meio da noite ou saiu da balada faminto? Já sabe pra onde correr!

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Escolher a sobremesa na Pátio San Miguel não é tarefa fácil!

O Lago Igapó é um dos principais cartões postais da cidade devido ao seu espetacular espelho d’água. É uma das mais belas áreas de lazer de Londrina, com ciclovia e jardins em suas margens, e sua extensão abrange diversos bairros da cidade. O pôr do sol ali é um espetáculo à parte. Uma boa pedida é o açaí e os sucos (pra quem, assim como eu, não gosta de açaí) do Green Açaí, na orla.

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Pôr do sol no Lago Igapó

Oficina bar é um pub alternativo que tem uma carta de drinks variada a preços acessíveis e uma programação de música diversificada. O ambiente possui uma decoração bem descolada e um clima super descontraído. Uma ótima pedida pra curtir uma música e tomar umas. Sugiro experimentar o Mojito da casa.

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Oficina Bar

Mas um dia é muito pouco nessa cidade que vibra durante o dia e pulsa à noite. Como opções do que fazer não faltam, seguem mais umas dicas valiosas.

Tem que dar uma volta pelo calçadão da cidade, é lindo! Lá tem réplicas das cabines telefônicas de Londres que dão um charme à cidade. Os táxis são vermelhos, coisa mais linda! Dá até vontade de deixar o Cabify de lado um pouquinho. Rs

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Calçadão de Londrina

Outro lugar que vale a pena dar uma passada é a praça Tomi Nakagawa, uma praça com decoração japonesa que faz referência à imigração na cidade. O nome é uma homenagem à Tomi Nakagawa, última sobrevivente do navio Kasato Maru, primeira embarcação com imigrantes japoneses a aportar em Santos, São Paulo, em 1908. Tomi morou em Londrina e faleceu em 2006.

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Praça Tomi Nakagawa

Para quem, assim como eu, não dispensa uma cerveja gelada e barata: Maria Vai Cazoutras Lounge Bar. É um bar friendly super gostosinho e aconchegante, e ainda tem ótimas opções de tira-gostos pra acompanhar, como a calabresa acebolada (salivei aqui kkk).

Tem que experimentar: bolinho de feijoada recheado com queijo no Confraria 115 (mais um bar 😅). Lá tem outras inúmeras opções de bolinhos que são uma experiência gastronômica, digamos assim rs.

Calma que também tem night gay, tem o Narciso Club e NY lounge. Me pareceram boas opções, mas como não tive tempo de ir, não posso falar muito. Mas estão na lista pra próxima parada em Londrina.

Se o seu negócio é fazer shopping, se joga no Catuaí Shopping. Opção é o que não falta por lá. Aproveite para assistir um filme com pipoca na sala VIP do cinema, garanto que não vai querer que o filme acabe nunca mais (mesmo sendo ruim 😅).

E se tiver com um tempinho sobrando, vá conhecer Rolândia, uma cidadezinha super charmosa a 22km de Londrina. Dá para ir de carro, de uber e até de ônibus. Lá, visite a igreja São Rafael (a estradinha até lá é simplesmente maravilhosa) e a Chácara Rolândia, que fica logo na entrada da cidade. Parada obrigatória pro almoço no Supermercado Juliana. Um self-service a kg maravilhoso. Antes de voltar para Londrina, passe na padaria Roland e peça um croissant pra viagem. Fico com água na boca só de lembrar! Ou se preferir, coma um lanche prensado na Shanduella. O de frango acebolado é de comer rezando! Vale cada caloria. Taí mais uma comidinha ma-ra-vi-lho-sa de Rolândia.

Portal icônico de Rolândia

Obrigado, Londrina e Rolândia! Até a próxima! ❤️

Top 5: Filmes

Quem não gosta de assistir a um bom filme, não é mesmo? Alguns preferem aqueles dramas pesados que fazem soluçar de tanto chorar, outros preferem comédias que fazem a barriga doer de tanto rir. E ainda tem aqueles que preferem um bom suspense que te prende os olhos na tela do começo ao fim. Team drama, team comédia, team suspense, team terror… Filme é sempre bom; em casa, no cinema, sozinho, acompanhado… Eu sou team drama, confesso! Fiz um top 5 com meus filmes favoritos da vida (até o momento). Cinéfilo que sou, não foi fácil eleger apenas cinco rs. Então vamos lá!

1. Closer – Perto Demais

Meu filme preferido desde sempre, e até hoje nenhum conseguiu desbancá-lo do topo do pódio. O filme é composto por quatro personagens centrais, interpretados brilhantemente por Natalie Portman, Julia Roberts, Jude Law e Clive Owen. A história segue os encontros e desencontros desses quatro personagens. Dan (Jude Law), um jornalista fracassado, cruza casualmente (só que nada é por acaso nessa vida) com a striper Alice (Natalie Portman), recém-chega dos EUA, em meio à agitação da capital britânica, onde se passa a história. Passado um tempo, Dan conhece Ana (Julia Roberts) em uma sessão fotográfica e passa a se relacionar com a artista. Também de forma casual (através da troca de identidades em um chat online), Ana se envolve com o médico Larry (Clive Owen) – formando uma espécie de casal perfeito: ambos bem sucedidos em suas profissões, é o casal que, aparentemente, vive um conto de fadas. No entanto, quando o envolvimento entre Ana e Dan é descoberto por Larry, ocorre uma espécie de troca de casais – formando o “retângulo” amoroso que permeia toda a narrativa.

O que poderia ser mais um filme sobre relacionamentos amorosos, torna-se muito mais que isso ao aprofundar nas entranhas de cada personagem. Desenrola-se ampliando o olhar no conflito entre o encanto pelo desconhecido e na ânsia do ser humano por desejar e ser desejado. As excelentes atuações completam o cenário para um filme rico em nuances e extremamente audacioso. A cereja do bolo fica por conta do final nada previsível.

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Diálogos profundos não faltam em Closer

 

2. Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again)

O filme conta a história de duas pessoas perdidas que se encontram através da música. Gretta (Keira Knightley) é uma jovem compositora sem confiança no próprio talento que se vê sozinha em Nova York após perder o namorado (Adam Levine) para a fama. Dan (Mark Ruffalo) é um produtor musical desprestigiado por suas escolhas profissionais e pessoais. Logo na cena inicial, ele a vê tocando sozinha em um bar e visualiza o que ela poderia se tornar. Um encontro tão improvável quanto essencial na vida de ambos.

O que mais me atrai nesse filme, além de sua essência, é o fato de ele ser fora do convencional, de fugir dos padrões. É difícil encaixar “Mesmo Se Nada Der Certo” dentro de um gênero definido. Não é propriamente um musical, nem mesmo uma comédia ou um romance muito bem estruturado. Talvez fique melhor se encarado como um drama – e nesse quesito, o filme se sai bem, pois deixa de lado todos os clichês característicos do estilo (e de todos os outros citados). Suas personagens estão passando, todos eles, sem exceção, por aquela determinada fase da vida em que tudo parece perdido e sem solução – todos, a seu modo, são fracassados. Mas ao mesmo tempo percebe-se uma ponta de esperança e uma nota de otimismo em relação à vida.

O encontro entre os personagens não transforma, leva ao autoconhecimento – eles apenas passam a compreender a própria história. Ninguém se torna milionário e reconhecido como o melhor de sua geração, as transformações são mínimas, internas; é aí que mora o valor do filme. O bônus fica por conta das músicas maravilhosas e, claro, Adam Levine ❤

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Keira Knightley e Adam Levine são casal em Mesmo Se Nada Der Certo

 

3. Uma Prova de Amor (My Sister’s Keeper)

Acho que todo mundo já viu esse filme né? Mas se ainda não viu, não perca mais tempo! Mas já aviso logo, prepare uma caixa de lenço de papel porque você vai precisar. Conselho de amigo.

Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patric) são informados que sua filha Kate (Sofia Vassilieva) tem leucemia e possui poucos anos de vida. Então o médico sugere que eles tentem um procedimento médico ortodoxo, gerar um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Dispostos a tudo para salvar a filha, eles aceitam a proposta. Assim nasce Anna (Abigail Breslin), que logo ao nascer doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Anos depois, os médicos decidem fazer um transplante de medula de Anna para Kate. Ao atingir 11 anos, Anna precisa doar um rim para a irmã, mas cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, decide enfrentar os pais e lutar na justiça por emancipação médica, para que tenha direito de decidir o que fazer com seu próprio corpo. Mas o caso judicial fica em segundo plano, e a prioridade é narrar a história de vida de Kate.

O filme é marcado por um embate, via flashbacks, entre uma realidade que dói e afetos que ficaram no passado. A doença no presente é cruel e impactante, já o passado guarda lembranças, mesmo aquelas associadas ao câncer, dignas de serem revisitadas. Não tenho palavras para esse filme. Chorei todas as vezes que assisti, sem exceção.

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Lágrimas garantidas em Uma Prova de Amor

 

4. As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)

O filme (originalmente um livro, escrito em forma de cartas – que inclusive recomendo a leitura) conta a história de Charlie (Logan Lerman), um jovem solitário que passou por alguns traumas em sua vida. Ele convive com o suicídio recente de um amigo e as lembranças da morte da tia em um acidente. Começando o ensino médio, ele tem dificuldades em fazer novas amizades. Com o passar do tempo acaba conhecendo Patrick (Ezra Miller) e sua meia-irmã Sam (Emma Watson), com quem passa a conviver diariamente. Ele descobre a felicidade, mas ainda sente falta de alguma coisa em sua vida.

O ponto alto do filme são as atuações brilhantes dos três protagonistas. Em busca do amor, da felicidade e da aceitação, eles se unem em uma amizade verdadeira. Como se trata de adolescentes no colegial, é evidente que eventuais romances podem acontecer, mas o que o filme transmite mesmo é a entrega de um amigo ao outro. Tem tudo para ser banal, mas, acredite, não é. Destaque para a fotografia e a forma sensível como a narrativa é conduzida.

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As Vantagens de Ser Invisível é tudo, menos banal.

 

5. Qual seu número? (What’s Your Number?)

Para ninguém dizer que sou depressivo ou chorão, uma comédia! kkk Essa é, de longe, a minha comédia (romântica) preferida. O filme é baseado no livro homônimo que, como quase sempre, é muito melhor. Baseado porque o roteiro tem mudanças bruscas na história original, mas nada que atrapalhe. Mas já digo logo, ele não propõe nada além de entreter e fazer rir.

Ally (Anna Faris) fica horrorizada ao ler, em uma revista feminina, um artigo no qual afirma-se que “mulheres que já tiveram 20 ou mais parceiros na sua vida têm grande chance de ficarem solteiras para sempre”. Após contar os homens da sua vida e perceber que já teve relações sexuais com 19, Ally começa a perder as esperanças de se casar. Determinada (obcecada) a não ultrapassar a contagem atual, ela pede ajuda a seu vizinho bonitão Colin (Chris Evans) para localizar seus ex-namorados, para ver se ela deixou escapar “o cara certo”. Em troca Ally passa a ajudá-lo a escapar das mulheres que leva para cama, que por vezes teimam em não ir embora tão logo a relação sexual acabe (por que será né mores?). A confusão está armada. Se ex fosse bom, não era ex, não é mesmo? Prepare-se para boas risadas e um final típico de comédia romântica. A cereja do bolo é, SEM DÚVIDAS, o Chris Evans, vamos combinar… ❤ hahaha

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E qual é o seu número?

Bônus (fracassei em escolher só 5 kkk)

 

Lion – Uma Jornada Para Casa

Filme mais recente da lista, “Lion” conta a história de um garoto de 5 anos que vivia no subúrbio da Índia – sem acesso à água encanada – chamado Saroo. O garoto se perde da família e, em sucessão a isso, dorme desavisado em um trem enquanto passava a noite na rua. Quando acorda, está do outro lado do país. Passa meses vivendo sem teto e sem se comunicar com qualquer pessoa pois sua língua era diferente daquela falada na região onde agora estava, além de ser quase sequestrado. Após dias perdido nas ruas indianas, ele é “localizado” pelo governo, que por sua vez indica Saroo para um programa de adoção. E das condições em que vivia passa a morar com uma família de classe média australiana que o adota.

Anos depois, já adulto, Saroo (Dev Patel), decide encontrar sua família. Como não se lembra do nome do lugar onde vivia, já que tinha apenas 5 anos, e munido apenas de um punhado de lembranças, sua inabalável determinação e uma tecnologia revolucionária conhecida como Google Earth, ele viaja para sua terra natal no intuito de redescobrir-se, encontrar sua família perdida e voltar, finalmente, para sua verdadeira casa.

A jornada de Saroo tem muito a nos dizer sobre o que significa pertencer a algum lugar. Fala de família, ligações afetivas e de sangue. Mais do que isso, porém, tem nas figuras dos pais adotivos uma incrível lição sobre o verdadeiro lar em questão. Não a Índia, nem a Austrália, mas o mundo. Esteja preparado para chorar com essa história  emocionante. Destaque para o ator mirim Sunny Pawar que interpreta Saroo ainda criança e para a bela fotografia que explora planos aéreos tanto da Índia quanto da ilha australiana.

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Lion é uma lição lição sobre o verdadeiro significado de lar.

 

Se você tiver alguma sugestão de filme, me conte nos comentários! 🙂