Must watch: This Is Us

Sempre que começo a assistir uma série que me despertou muito interesse, começo um pouco receoso, com um pé atrás, porque a gente nunca sabe o que pode vir pela frente, podemos acabar nos decepcionando, então é melhor nem criar muita expectativa! Mas This Is Us não chega nem perto de decepcionar, pode acreditar! Assisti todos os episódios (um total de 36 contando 1ª e 2ª temporadas) em menos de duas semanas. Não conseguia parar! 

This Is Us acompanha os irmãos Kate, Kevin e Randall, nascidos na mesma data, enquanto suas vidas se entrelaçam. Kate e Kevin são filhos biológicos de Jack e Rebecca, já Randall foi adotado pelo casal após terem perdido o terceiro filho da gravidez de trigêmeos durante o parto. A série apresenta a história da família em épocas diferentes, alternando entre o presente e a infância  e adolescência dos três irmãos.

No elenco estão grandes nomes como Mandy Moore (Red Band Society), Milo Ventimiglia (Gilmore Girls), Sterling K. Brown (The People v. O.J. Simpson), Justin Hartley (Revenge), Chrissy Metz (American Horror Story), Susan Kelechi Watson (Louie), Chris Sullivan (The Knick) e Ron Cephas Jones (Mr. Robot).

Sem roteiros mirabolantes ou algo do tipo, a série foca nos sentimentos mais singelos do ser humano; repleta de histórias do nosso cotidiano, exemplos de vida e superação, dramas pessoais e coletivos… É difícil não se identificar com algum personagem ou situação. A narrativa é sensível e emocionante; de uma forma tão doce e quase que inocente, a série parece te abraçar, te colocar no colo e te deixar quentinho.

this is us
This Is Us

Vamos aos fatos! Imagine uma história simplesmente deliciosa se desenhando à sua frente e que quando você já está apaixonado por ela, pensando que sabe tudo o que tá acontecendo, ela vem, te dá uma rasteira e diz: “Por essa você não esperava!”. Assim é This Is Us. Com temáticas densas, drama e humor na medida certa e diálogos maravilhosos, é impossível não se apaixonar e não se envolver.

Isso sem mencionar a representatividade, uma série que já chega tombando com personagens centrais negros, gordos e, de alguma maneira, fora dos padrões, já merece o nosso respeito e atenção, não é mesmo? O que dizer, então, de uma série que faz isso com tamanha maestria que chega a te deixar constrangido ao te lembrar da crueldade que é viver fora do padrão em uma sociedade sustentada por padrões?

A cereja do bolo fica por conta da trilha sonora cheia de indie e pop, e da fotografia impecável que parece ter saído de algum filtro do Instagram.

Obviamente possui alguns clichês – sempre utilizados de maneira inteligente, e algumas armadilhas no roteiro, mas que só nos damos conta após estarmos segurando uma lágrima ou fungando o nariz.

This Is Us sabe lidar com sentimentos comuns e temas densos de uma maneira muito sábia e delicada, sempre com bastante suavidade, e você pode até tentar conter as lágrimas, mas sinto informar que será em vão, quando você se der conta já estará produzindo rios. Mas em seus momentos leves, nós rimos e nos sentimos ainda mais acolhidos.

Enfim, This Is Us é um prato cheio para quem gosta de um bom drama e de uma história envolvente, que te prende do início ao fim. Tem que assistir! E, ah! A terceira temporada estreia dia 25 de setembro, então corre pra assistir!

P.S. 1: Nenhuma resposta é apresentada na primeira temporada, o que praticamente te obriga a assistir a segunda (que traz novas perguntas rs).

P.S. 2: Para tristeza geral da nação, não está disponível na Netflix 😦 tem que assistir online ou fazer download (mas vale a pena, garanto).

Must go: Inhotim

Provavelmente você já ouviu falar de Inhotim… Se não, deixe-me lhe apresentar… É o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil. Muitos se referem a Inhotim como museu a céu aberto, mas não gosto de me referir a ele apenas como um museu pois acho que limita e é muito mais que um museu.

Essa foi a terceira vez que fui e, garanto, é sempre uma experiência diferente. Fica em Brumadinho (60km de BH) mas parece que você está num mundo paralelo, tipo Alice no país das maravilhas, sabe?

Inhotim é enorme, imenso, gigante. Um dia não é suficiente para visitar todas as galerias e obras e absorver toda a energia mágica daquele lugar. Mas se souber aproveitar bem o tempo, dá para visitar bastante coisa em um dia inteiro. Lá é dividido em três eixos, um rosa, um laranja e um amarelo, recomendo escolher um e fazer todo o percurso e depois, os demais.

É tanta coisa maravilhosa que fica difícil eleger uma instalação preferida, mas duas obras específicas me chamaram mais atenção e mexeram comigo.

A primeira delas se chama Linda do Rosário, uma escultura da artista Adriana Varejão onde a arquitetura se associa ao corpo, e a “matéria de construção se torna carne”. É uma espécie de “muro vivo”, uma coisa incrível! É, sem dúvida, uma das obras de arte mais incríveis que já vi na vida. Foi inspirada no desabamento do Hotel Linda do Rosário, no centro do Rio de Janeiro, em 2002, cujas paredes azulejadas caíram sobre um casal num dos cômodos do prédio. É uma daquelas coisas que tem que ver. Onde: G7 – eixo laranja.

 

Outra obra que mexeu comigo de forma intensa foi a instalação Através, do artista Cildo Meireles. Desde o final dos anos 1960, Cildo Meireles vem se afirmando como importante voz na arte contemporânea. Seu trabalho é pioneiro no campo da arte da instalação e preza pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.

Através é uma espécie de labirinto construído por meio de objetos e materiais comuns do dia a dia; são objetos utilizados para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: desde uma cortina de chuveiro – passando por um arame farpado – até uma grade de prisão, e muitos outros materiais de origem doméstica, industrial e institucional. Esses elementos se organizam geometricamente sobre um chão de vidro estilhaçado que reflete a luz focal do centro e produz diferentes tipos de transparência.

“Por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo.  O convite é que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las.” Não preciso dizer mais nada né? Só vivenciando para entender. É permitido caminhar pela instalação, desde que você esteja calçado. Onde: G5 – eixo amarelo.

 

Inhotim é muito mais que um passeio, que um programa, que uma viagem. É uma experiência sensorial (e única), que usa e abusa de todos os nossos sentidos. Vale a pena cada segundo naquele lugar.

Dicas: Vá com um calçado e roupas confortáveis pois você vai andar muito lá. Leve uma garrafa d’água e alguns snacks pra comer no caminho. E não se esqueça do protetor solar. 😉

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Serviço:http://www.inhotim.org.br/