Como superar um pé na bunda

Quem nunca levou um pé na bunda (ou fora, que seja), não é mesmo? Se não levou, provavelmente ainda vai levar… 😅 Enfim… Longe de mim querer cagar regras, mas reuni aqui algumas táticas que podem ajudar a enfrentar esse momento que costuma não ser dos mais agradáveis e fácies de lidar né… Afinal, superar é preciso.

  1. Primeira e mais óbvia, arrume outra pessoa. Aquela máxima de curar um amor com outro. Nem sempre/dependendo da situação não é a ideia mais indicada, você pode acabar se enrolando mais ainda, mas costuma funcionar. Ninguém é insubstituível, não mesmo, por mais que pareça. Coloque outra pessoa no lugar e vá ser (ou tentar ser) feliz novamente. Nota: não me responsabilizo por possíveis danos 😂
  2. Saia com os amigos, vá se divertir e se distrair. Aproveite que está sozinho(a) para reunir os amigos, reencontrar aqueles que não vê faz tempo… Amigos servem pra isso mesmo. E amigo que é amigo tá contigo nesse momento te dando força e te colocando pra cima, então se joga nos (bons) amigos!
  3. Meta o loko. Sim. Pode ser benéfico nesse momento. Se joga! Vá pra farra, pra balada, pra putaria. O corpo é seu, a vida é sua (e é curta) e você não deve nada pra ninguém. Tome um porre sim. Durma com desconhecidos sim. Mas só faça isso se for da sua vontade. Nunca para esquecer alguém, ok? E tudo com juízo e cuidado hein…
  4. Faça coisas que você gosta. Se permita. Não precisa ser nada grande. Se apegue às pequenas coisas (aproveite para valorizá-las). Faça uma lista de pequenos prazeres e coloque em ação. Tome um sorvete na segunda-feira, vá ao cinema na terça-feira (já experimentou fazer isso sozinho(a)? Caso não, essa é a hora!). Compre um presente pra você mesmo na quarta-feira, e aí por diante.
  5. Faça uma viagem. (Mais uma coisa que se não fez sozinho(a) ainda, não espere mais, faça!) Conhecer lugares novos é sempre bom, nesse momento então nem se fala! Tire uns dias para você e vai! Caso não tenha condições financeiras para tal ou não possa por algum outro motivo, como trabalho ou estudos, faça uma viagem sem sair do lugar. Sim, é possível. Escolha um destino no mundo e pesquise sobre ele, descubra. Leia livros e reportagens sobre aquele lugar, assista vídeos sobre. Hoje em dia com a internet é possível conhecer diversos lugares sem sair de casa. E quando tiver a oportunidade, conheça pessoalmente.
  6. Última, mas não menos importante, comece algo novo. Se matricule em algum curso que você tenha vontade de fazer, alguma aula que já tenha tido interesse e adiou… Tem sempre algo novo para aprender. Vá fazer uma aula de dança, uma luta, aprender um idioma novo, tocar um instrumento, aprender crochê… Nota: dá pra aprender coisas novas sem gastar dinheiro. Existem diversos tutorias na internet e apps que ensinam das mais variadas coisas.

Dicas extras: evite procurar saber do ex(u), nada de ficar stalkeando ele nas redes. Evite ir aos lugares que vocês iam juntos e/ou lugares que você sabe que vai encontrá-lo. Ok?

Resumindo… Se mantenha ocupado(a) com coisas que te dão prazer. Foque em você. Aproveite o momento para se conhecer melhor, para crescer e se amar mais. Use o término como incentivo para ficar mais bonito(a), e mostrar ao ex o que ele perdeu. aloka E como dizem por aí, segue o baile! A fila tem que andar, né mores? Tá bem? Então tá bem! 🙂

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Vive melhor quem sabe a hora de se afastar…

Uma monótona tarde de domingo como outra qualquer, estava eu com uma leve ressaca, navegando na internet, quando me deparei com esse texto foda; então resolvi compartilhar com vocês esse tapa na cara. Leitura necessária para quem, assim como eu, é apegado (seja às pessoas, às coisas ou aos momentos), para quem se humilha pro boy lixo e/ou amigo lixo e para todas as outras pessoas que, às vezes, colocam o amor próprio no bolso.

“Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido.” (Nina Simone)

E então o tempo passa e tudo começa a ficar diferente do que era antes. As pessoas mudam, outras vão embora, os ambientes tomam outras formas, o mundo renova-se e, ali no meio disso tudo, ficamos nós, tentando nos equilibrar nesta corda bamba que é a vida. Talvez por conta desse exterior em constante mudança, sempre imprevisível, tentamos manter as coisas em ordem perto de nós, como se precisássemos de alguma constância em meio a essa vida que chacoalha sem parar.

Infelizmente, se nos prendermos a coisas e pessoas, depositando-lhes toda carga de responsabilidade sobre nosso equilíbrio, necessitando de que tudo fique como e onde está, sempre, apesar de tudo, haja o que houver, muito provavelmente estaremos condenados a nos decepcionar fortemente. Haverá momentos em que tudo o que parecia certo se desmorona e nada volta a ser como antes nem ninguém será como já foi um dia. Para então sobrevivermos, teremos que ir, teremos que deixar ir, sejam os momentos, sejam as coisas, as pessoas, os sentimentos.

Teremos que perceber quando não formos mais parte de certos lugares, quando não mais precisarem de nós ali, quando nossa presença não for requisitada, quando nosso amor não mais encontrar terreno afetivo ao lado de quem foge ao nosso olhar. Porque haverá ambientes que ficarão melhor sem nossa presença, haverá pessoas que desejarão nossa distância, haverá vidas correndo com tranquilidade longe de nós. Ainda que não seja fácil, será preciso nos afastar do que e de quem já caminha longe da gente.

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Na verdade, mesmo que leve um tempo, acabaremos chegando à conclusão de que tudo o que não nos requer e todos que não nos chamam mais não nos farão falta alguma, pois o que não carrega reciprocidade não vinga, não floresce, nada oferta nem acrescenta. Ficaremos bem melhor longe do que não nos recebia com verdade. Muitas vezes, até, nosso afastamento será providencial para que nossa ausência traga clareza quanto à importância que temos, fazendo com que voltemos mais fortes junto ao que era incerto e já não é mais.

Como se vê, embora relutemos muito em nos desprender de algumas coisas e de certas pessoas que temos como imprescindíveis, tomarmos a atitude de nos afastar do que já transbordou para o lado errado, do que sufoca e apaga o nosso sorriso, de quem mal nos percebe e pouco se importa, acabará por nos poupar de machucados e dissabores, pois é assim que tomaremos de volta nosso amor-próprio, é assim que saberemos nos valorizar antes de tudo. Sofrer com as rupturas nos fortalece e passa; sofrer sem ter coragem de sair daquilo que causa dor nos diminui e não tem fim. A escolha é só nossa.

*Texto de Marcel Camargo

 

Saber a hora de fechar uma porta e abrir uma janela, muitas vezes, se faz necessário. Tudo muda o tempo todo. Não há nada que dure para sempre, por mais que a gente queira. Tomar decisões nem sempre é uma tarefa fácil, mas permanecer e insistir no erro pode ser letal. É preciso coragem para se abrir ao novo. Uma vez uma senhora me disse: “Nunca se esqueça que aquilo que está por vir será sempre melhor do que aquilo que já foi.” É isso, eu sigo acreditando… Cada dia mais.

Medo de ficar sozinho

Dias atrás estava num bar com amigos jogando conversa fora quando um deles disse que não entendia por que eu estava sozinho. Citou mil e uma qualidades minhas e me questionou por que eu não namorava e se eu não tinha medo de ficar sozinho.

Sem hesitar, eu respondi que não. Ele ficou surpreso e quis saber por quê. Se você também não entende como alguém não tem medo de ficar sozinho, vou lhe explicar. Pelo simples fato de que eu fico super bem sozinho, eu adoro a minha companhia. Sou adepto da velha filosofia do “antes só que mal acompanhado”, sabe? Acho que se você está com alguém que não te valoriza, que fica fazendo joguinho, que tira sua paz, não vale a pena. Se eu for ficar com alguém, tem que ser alguém que vá agregar, que vá somar. Alguém tão intenso como eu, que não seja pouco, que me faça transbordar. Sentimentos por migalhas não me atraem. E enquanto essa pessoa não aparece, eu fico muito bem comigo mesmo. E se essa pessoa não aparecer, tudo bem também. Sigo completo.

Você deve estar pensando, “nossa, que autossuficiente…” Talvez sim, talvez não. A questão é se conhecer, se amar, se respeitar, ter consciência de que a sua felicidade só depende de você, e vem de dentro. De dentro de você. A gente tem que aprender a ser feliz sozinho, porque só assim vamos ser felizes com alguém. Então a companhia alheia será questão de escolha e não uma necessidade. Eu sou a minha melhor companhia. Seja a sua também.

Mas se você tem esse medo, tudo bem. Normal. Eu também já tive. Acredito que a maioria das pessoas tenha. Até porque dizem muito por aí que “é impossível ser feliz sozinho”… A gente acaba acreditando.