Must read: O Adulto – Gillian Flynn

Definitivamente o melhor livro que li, sei lá, nos últimos dois anos. Sério. Depois de muito ouvir falar sobre a autora Gillian Flynn, devido à série da HBO, Sharp Objects, e após assistí-la e passar raiva com o final (assim como aconteceu com o filme “Garota Exemplar” – também uma adaptação do livro homônimo da autora), resolvi conhecer sua obra para tirar a prova. Mas confesso que tenho um pouco de preguiça de ler livros que já sei o que acontece – ou boa parte da história. Então queria algo novo. Foi aí que descobri “O Adulto” (The Grownup). Que já me chamou atenção logo de cara por ter um título que não diz absolutamente nada. Só pelo título você pode esperar qualquer coisa.

É um conto, ou seja, uma história curta. Você lê em uma sentada. O livro físico tem apenas 59 páginas. Mas Gillian Flynn prova que tamanho não é documento quando se trata de literatura. A escritora constrói uma trama de suspense cheia de surpresas e reviravoltas que lembra um pouco alguns filmes de terror.

Na trama, uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes, seu principal talento é dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir. Certo dia, ela atende Susan Burke, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Quando visita a impressionante mansão da família e se depara com acontecimentos aterrorizantes, ela se convence de que há algo tenebroso à espreita.

“O silêncio empático é uma das armas menos utilizadas no mundo.”

A personagem central possuiu um humor ácido e gostaria de ser e ter mais do que a vida lhe permitiu. Interessante observar os papéis que ela assume ao longo da história, sem perder a sua essência. As demais personagens também receberam um tratamento especial em sua construção, enriquecendo ainda mais a obra.

O que mais me impressionou foi a construção da trama até o desfecho. A autora soube plantar dúvidas, criar situações e inserir cenários que além de prender a atenção, provocam dúvidas e muita aflição. É um prato cheio para quem é fã de histórias rápidas e intensas ou adora um bom suspense.

À medida que você vai avançando nas páginas, não consegue mais parar e quando pensa que já sabe tudo, PÁ! Dale plot twist! E aí só lendo o livro, mores… Se contar mais, perde a graça! A história é fantástica! Garanto!

Betty Who, uma pop star que você precisa ouvir!

Só dá ela no meu Spotify! Se você ainda não conhece o som dela, não se preocupe, eu também não conhecia até uns dias atrás quando o maravilhoso do Spotify resolveu me sugerir uma música dela, assim, despretensiosamente #sqn. (Obrigado, Spotify ❤️) E não deu outra, eu viciei e tô apaixonado pela Betty e pelo som dela. Chegou chegando na minha playlist e você precisa conhecer!

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Betty Who em show em março deste ano

Jessica Anne Newham, conhecida como Betty Who, é uma cantora e compositora  australiana de apenas 26 anos. Mas Betty não é uma pop star convencional, meses atrás ela rompeu o contrato com sua gravadora (pela qual lançou dois álbuns) e decidiu fazer música de forma independente (maravilhosa, né?) e recentemente lançou um EP com 5 faixas, intitulado Betty, Pt. 1. Ou seja, tudo indica que teremos Pt. 2 em breve!

Com temas típicos do universo pop, letras bem escritas e melodias viciantes, Betty consegue trazer aquele ritmo que nos faz lembrar o pop dos anos 80 e fazer funcionar mesmo nos tempos atuais, com algumas batidas eletrônicas mais populares. Não faltam, em seu repertório, músicas que poderiam e deveriam ser hits, considerando suas “qualidades viciantes”. E o que poderia facilmente ser mais do mesmo, tem aqui uma abordagem autêntica e inovadora do gênero, e, portanto, vale a pena ouvir.

Top 5 favoritas:

  1. Just Thought You Should Know
  2. Ignore Me
  3. Wanna Be
  4. I Love You Always Forever
  5. Just Like Me

Aperte o play!

 

Pudim de leite em 3 minutos

Sim, é isso mesmo que você leu, vou te ensinar a fazer um pudim em apenas 3 minutos! Porção individual, é claro! (Mas pode ser dividida em duas tranquilamente!) E no micro-ondas, obviamente 😅 Não sei você, mas pudim de leite é uma das minhas sobremesas preferidas da vida! Então se tá a fim/podendo sair da dieta, se joga! Se não faz dieta, melhor ainda, né? 🍮

Vamos ao que interessa: a receita! É super simples de fazer, bora lá! Você só precisa de:

  • 150ml de leite
  •  1 ovo
  • 3 colheres de sopa (cheias) de leite condensado
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

E para a calda:

  • 3 colheres de sopa (bem cheias) de açúcar
  • 50ml de água 

Modo de preparo:

1. Em uma tigela, misture o leite, o ovo e o leite condensado, batendo (pode ser com um garfo mesmo) até virar uma mistura homogênea;

2. Acrescente a essência de baunilha e misture novamente;

3. Com o auxílio de uma peneira, despeje em um (ou dois, se quiser dividir) recipiente próprio para micro-ondas e asse-o por 3 minutos em potência máxima (o uso da peneira é para retirar aquela “pele” do ovo);

Nota: Caso você tire do micro-ondas e o meio ainda esteja um pouco mole, coloque mais 30 segundos. A consistência deve ser firme.

4. Em um outro recipiente, misture o açúcar com a água e leve ao micro-ondas por em média 1 minuto para caramelizar;

5. Feito isso, despeje a calda por cima do pudim e leve à geladeira para esfriar por mais ou menos uma hora e nhac! Está pronto para devorar!

Nota: Caso você queira desenformar, pode inverter os passos e levar à geladeira para esfriar primeiro, desenformar, fazer a calda e jogar por cima.

DICA: Para uma versão mais leve e saudável, substitua o leite comum pelo desnatado e o açúcar refinado pelo açúcar de coco, funciona e fica incrível do mesmo jeito!

Simples assim! Sem mistérios, sem segredos! Tão fácil e rápido que até parece mentira! Não precisa me agradecer! 😂

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Pudim de leite de micro-ondas

Must watch: This Is Us

Sempre que começo a assistir uma série que me despertou muito interesse, começo um pouco receoso, com um pé atrás, porque a gente nunca sabe o que pode vir pela frente, podemos acabar nos decepcionando, então é melhor nem criar muita expectativa! Mas This Is Us não chega nem perto de decepcionar, pode acreditar! Assisti todos os episódios (um total de 36 contando 1ª e 2ª temporadas) em menos de duas semanas. Não conseguia parar! 

This Is Us acompanha os irmãos Kate, Kevin e Randall, nascidos na mesma data, enquanto suas vidas se entrelaçam. Kate e Kevin são filhos biológicos de Jack e Rebecca, já Randall foi adotado pelo casal após terem perdido o terceiro filho da gravidez de trigêmeos durante o parto. A série apresenta a história da família em épocas diferentes, alternando entre o presente e a infância  e adolescência dos três irmãos.

No elenco estão grandes nomes como Mandy Moore (Red Band Society), Milo Ventimiglia (Gilmore Girls), Sterling K. Brown (The People v. O.J. Simpson), Justin Hartley (Revenge), Chrissy Metz (American Horror Story), Susan Kelechi Watson (Louie), Chris Sullivan (The Knick) e Ron Cephas Jones (Mr. Robot).

Sem roteiros mirabolantes ou algo do tipo, a série foca nos sentimentos mais singelos do ser humano; repleta de histórias do nosso cotidiano, exemplos de vida e superação, dramas pessoais e coletivos… É difícil não se identificar com algum personagem ou situação. A narrativa é sensível e emocionante; de uma forma tão doce e quase que inocente, a série parece te abraçar, te colocar no colo e te deixar quentinho.

this is us
This Is Us

Vamos aos fatos! Imagine uma história simplesmente deliciosa se desenhando à sua frente e que quando você já está apaixonado por ela, pensando que sabe tudo o que tá acontecendo, ela vem, te dá uma rasteira e diz: “Por essa você não esperava!”. Assim é This Is Us. Com temáticas densas, drama e humor na medida certa e diálogos maravilhosos, é impossível não se apaixonar e não se envolver.

Isso sem mencionar a representatividade, uma série que já chega tombando com personagens centrais negros, gordos e, de alguma maneira, fora dos padrões, já merece o nosso respeito e atenção, não é mesmo? O que dizer, então, de uma série que faz isso com tamanha maestria que chega a te deixar constrangido ao te lembrar da crueldade que é viver fora do padrão em uma sociedade sustentada por padrões?

A cereja do bolo fica por conta da trilha sonora cheia de indie e pop, e da fotografia impecável que parece ter saído de algum filtro do Instagram.

Obviamente possui alguns clichês – sempre utilizados de maneira inteligente, e algumas armadilhas no roteiro, mas que só nos damos conta após estarmos segurando uma lágrima ou fungando o nariz.

This Is Us sabe lidar com sentimentos comuns e temas densos de uma maneira muito sábia e delicada, sempre com bastante suavidade, e você pode até tentar conter as lágrimas, mas sinto informar que será em vão, quando você se der conta já estará produzindo rios. Mas em seus momentos leves, nós rimos e nos sentimos ainda mais acolhidos.

Enfim, This Is Us é um prato cheio para quem gosta de um bom drama e de uma história envolvente, que te prende do início ao fim. Tem que assistir! E, ah! A terceira temporada estreia dia 25 de setembro, então corre pra assistir!

P.S. 1: Nenhuma resposta é apresentada na primeira temporada, o que praticamente te obriga a assistir a segunda (que traz novas perguntas rs).

P.S. 2: Para tristeza geral da nação, não está disponível na Netflix 😦 tem que assistir online ou fazer download (mas vale a pena, garanto).

A importância do Dia Internacional do Orgulho LGBTQI+

Hoje, dia 28 de junho, é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQI+ no Brasil e no resto do mundo. A data tem origem em uma reação, em 1969, a sucessivas batidas policiais a um bar em Nova York, chamado Stonewall Inn, local que era ponto de encontro de gays, lésbicas, travestis, trans e drag queens em um momento em que espaços para a comunidade LGBTQI+ eram raros. Ações semelhantes da polícia eram frequentes naquela época, não só nos EUA, como também em outros países, em geral justificadas por “conduta imoral”. Ou seja, movidas por puro preconceito.

Mas naquele 28 de junho foi diferente. Uma multidão, indignada com a truculência da polícia, começou a se aglomerar ao redor do bar para impedir o deslocamento dos detidos. Resumindo, houve confronto e mais de 10 pessoas foram presas. Mas foi o estopim para outros protestos na cidade nas noites seguintes.

No ano seguinte, a comunidade LGBTQI+ local decidiu homenagear a coragem na luta por liberdade e realizou a primeira parada gay do mundo na data. A partir daí, outros eventos se inspiraram e surgiram em outras cidades. Hoje, 28 e o mês de junho são considerados dia e mês do Orgulho LGBTQI+.

Aí você deve estar se perguntando, por que, nos dias de hoje, ainda falamos em orgulho gay? É preciso mesmo manter esse rótulo e, ainda por cima, levantar essa bandeira? Não podemos apenas ser seres humanos, independente de suas orientações sexuais?

Garanto que muita gente deve se fazer essas perguntas toda vez que um gay sai às ruas ou na internet manifestando seu orgulho de ser LGBTQI+. Tem gente que acredita, inclusive, que também deve haver o Dia do Orgulho Hétero, como resposta. Sim, pasmem! Parece até piada…

Muita gente, inclusive políticos (para lá de questionáveis), defende que existe uma ditadura gay, que nós estamos tentando impor nossa “ideologia”. É o que se falava, por exemplo, quando foi criada uma campanha educacional contra o bullying às crianças gays nas escolas.

A verdade é que o Orgulho LGBTQI+ tem sua importância devido a uma história de lutas, resistência e preconceitos. Mas, SIM, essa data ainda é muito importante, mesmo nos dias atuais! Ainda é preciso lutar pelos nossos direitos e comemorar tudo o que já foi conquistado ao longo desses anos. Eu poderia listar inúmeros motivos pelos quais esse dia é importante na sociedade atual, alguns deles:

  • Gays sofrem violência (física e emocional). Nas ruas e, muitas vezes, dentro de casa. Será que algum hétero já foi espancado na rua pelo simples fato de estar beijando sua namorada? Ou simplesmente porque tinha jeito de hétero? Existem discursos, inclusive entre os próprios gays, de que a violência contra os homossexuais acontece porque eles “dão pinta”. E voltamos para aquela velha questão de que a vítima não pode – nunca – ser culpada.
  • Homossexuais vão para o inferno. Para muitas religiões, ser gay é considerado pecado e os gays estão condenados pelo simples fato de serem o que são. Essa doutrina religiosa sufoca, tortura e mata milhares de jovens.
  • Homossexuais precisam ser curados. Sim, ainda se fala (e muitos acreditam) em uma suposta cura gay. A homossexualidade já foi considerada um distúrbio mental sim. Mas em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou as orientações sexuais de sua lista de transtornos mentais ou emocionais. Mas até 1990, a Organização Mundial de Saúde ainda tinha um CID – Código Internacional de Doenças para o homossexualismo (sufixo não utilizado mais). Finalmente a partir de 1990, o código foi retirado.
  • Homossexuais são discriminados nas próprias famílias. Será que algum hétero já apanhou dos pais porque gosta do mesmo sexo? Será que algum hétero já foi expulso de casa pelo simples fato de gostar de pessoas do mesmo sexo? Muitos pais ainda não aceitam seus filhos gays, por diversos motivos, sejam religiosos ou não.
  • Gays sofrem nas escolas. Você se lembra de alguma criança hétero ser ridicularizada na escola, pelo simples fato de ser hétero? O bullying contra homossexuais ainda existe no ambiente escolar, mesmo sendo menor que há alguns anos, ele ainda está presente.
  • Gays são humilhados. Na internet. Na rua. Nas escolas. No ambiente de trabalho… O que não falta são discursos de ódio por aí. O que não falta são piadinhas ridicularizando e diminuindo homossexuais.
  • O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo: 1 a cada 19 horas, segundo relatório da Anistia Internacional divulgado esse ano. Sem mais.

Por essas e outras, manifestar seu orgulho LGBTQI+ é uma forma de dizer NÃO para todos esses discursos; e uma maneira de ajudar a todxs aquelxs que ainda não se aceitam. Muita gente por aí ainda esconde sua orientação sexual e encontra dificuldades de se impor perante a sociedade.

Seguiremos lutando e celebrando, até o dia em que ninguém precise mais levantar bandeiras e gritar seu orgulho. Mas ainda estamos bem longe desse dia, infelizmente.

be pride
Be proud!

Promessas de fim de ano

2017 forçou a barra né, mores? Que ano filho da put*! Quer dizer, não sei pra vocês, mas pra mim foi um ano puxado… Mas sobrevivi! (Teve seus bons momentos, obrigado universo 🙌🏻) Mas não tô aqui pra falar do que já foi e sim do que virá!

Como de praxe, todo final de ano a gente promete mil coisas pro ano que vai começar né, não tem jeito… Fazemos mil e um planos, traçamos 559 metas, prometemos outras 674 coisas e criamos inúmeras expectativas. Pra que??? Por que fazemos isso com nós mesmos? Por que criar tanta expectativa? Por que prometer tanta coisa?

Pois bem, vamos lá! Primeiro: de nada adianta prometer coisas que você não terá condições de cumprir. Segundo: não adianta fazer planos irreais ou difíceis de se tornarem realidade. Terceiro e último: de nada adianta prometer e planejar se você não está disposto a (ou não tem meios para) fazer acontecer.

Ok, até aqui nenhuma novidade né? Nada de novo sob o sol… Mas eu queria propor (pra mim e pra vocês) que a gente não prometa nada que esteja fora do nosso alcance e que a gente não crie expectativas demasiadas. Sei que é difícil numa virada de ano, mas vamos tentar? Vamos deixar 2018 nos surpreender?

Vamos traçar pequenas metas que a gente possa cumprir uma a uma para alcançar um objetivo maior. Dessa forma nos frustramos menos e temos um ano mais leve, com menos cobrança e decepção com nós mesmos e mais realizações (mesmo que pequenas). E, claro, vamos aproveitar essa nova oportunidade de recomeçar para dar aquela chacoalhada na vida e deixar para trás tudo que a gente não precisa carregar. Sem pesos desnecessários para 2018, combinado?

Nota: não vamos esquecer de agradecer pelos bons momentos, ok? E pelos ruins também porque né… São eles que nos ensinam a aproveitar os bons.

E que 2018 seja bom com a gente, que traga novos sorrisos, que seja leve e doce… Um ano novo de horizontes abertos para vocês ❤️

Top 5: melhores álbuns de 2017

O final do ano vai se aproximando e a gente já entra no clima de retrospectiva (e nostalgia), não é mesmo? E se teve uma coisa que não faltou em 2017, foi música. E música boa!

Segundo o Spotify, eu escutei nada mais nada menos que 49.079 minutos de música, 808 músicas diferentes, 212 artistas e 13 gêneros musicais em 2017. Ufa! Isso sem contar que ainda faltam alguns dias para o ano acabar e sem falar nas outras plataformas que usei para ouvir música. 😂 É MUITA música!

Pensando nisso, fiz um TOP 5 com álbuns lançados nesse ano e que eu mais curti ouvir em 2017. Então bora lá!

5. Double Dutchess – Fergie   

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Após 11 longos anos sem lançar um álbum (apenas alguns singles nesse período), Fergie voltou à cena pop com tudo. Double Dutchess foi adiado diversas vezes por variadas razões mas valeu a espera, Fergie entregou um álbum completo e melhor que seu antecessor. Double Dutchess nos apresenta uma nova versão de Fergie e conta com músicas dançantes e outras mais românticas. À primeira vista, pode parecer uma bagunça sonora, mas o resultado final é muito bom e tem momentos marcantes.

Favoritas: Hungry * A Little Work * Enchanté

4. Lust For Life – Lana Del Rey    

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Que as músicas – e consequentemente os discos – da Lana são maravilhosas não é nenhuma novidade né? Mas esse álbum em especial é simplesmente incrível, não tem uma música ruim ou mais ou menos. Eu ousaria dizer que é o melhor álbum da carreira dela. Lust For Life apesar de, à primeira vista, parecer mais “felizinho” e alto astral, é a mesma deprê de sempre (que a gente ama), mas sem mimimi e a cantora nos entrega um pop inteligente como só ela sabe fazer.

Favoritas: White Mustang * Lust For Life * Coachella

3. Beautiful Trauma – Pink    

Pink BT

Taí uma artista completa, foda, maravilhosa, incrível e quantos mais adjetivos forem possíveis. Eu sempre irei enaltecer esse mulherão da porra. Sou fã desde que me entendo por gente (isso já faz um tempinho viu… rs) e ela se supera a cada álbum. Fica anos sem lançar, mas quando lança… Detona a porra toda! Beautiful Trauma é mais um álbum memorável da cantora e para ouvir no repeat.  Um belo álbum do melhor que o pop pode ser: pegajoso, positivo e relevante.

Favoritas: Beautiful Trama * For Now * I Am Here

2. BLUE LIPS – Tove Lo    

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Após apenas um ano do lançamento de seu último disco, Tove Lo está de volta com a sequência de Lady Wood. Blue Lips é o terceiro álbum de estúdio da cantora e é viciante. Fiquei a primeira semana após seu lançamento ouvindo no repeat sem parar, todos os dias. Juro! Tove foi uma grande (e grata) surpresa nos últimos anos, trouxe um refresco para o pop atual e seu som é irresistivelmente delicioso. Seu primeiro disco, Queen of the clouds, é foda e eu duvidei que fosse possível ela lançar um álbum melhor, mas Blue Lips está aí para provar que eu estava enganado.

Favoritas: Romantics * Bad Days * Hey you got drugs?

1. DUA LIPA – Dua Lipa    

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Ela sem dúvidas foi a dona do ano. Dua chegou quebrando tudo e não teve pra ninguém. Não tenho nem muito o que falar, dizer que foi o álbum que mais ouvi (e continuo ouvindo) já fala por si só. ❤ Um álbum completo, redondo, para ouvir a qualquer hora. Falei sobre ele aqui.

Favoritas: No Goodbyes * New Love * Last Dance (mas não tem favoritas na real rs são todas maravilhosas)

 

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Taí o Spotify que não me deixa mentir.

P.S.: As favoritas estão em ordem de aparição nos álbuns e não de preferência.

Olhando a lista percebemos que o post também poderia se chamar TOP 5: melhores álbuns pop, ou ainda TOP 5: melhores álbuns pop feminino de 2017 😂

“Extraordinário” – Do riso ao choro (e vice-versa)

Ontem foi dia de assistir ao filme “Extraordinário”, que chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, dia 7 de dezembro. O filme é baseado no livro homônimo, do autor R. J. Palácio, que narra as dificuldades e conquistas presentes na vida de uma criança especial.

“Extraordinário” conta a história de Auggie Pullman, um garoto que possui uma deformação facial devido ao fato de ter nascido com uma doença rara, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Antes educado em casa, agora, aos 10 anos, ele frequentará uma escola regular pela primeira vez, como qualquer outra criança. Lá, precisará lidar com a sensação constante de ser sempre observado e julgado por todos ao seu redor.

Parece ser só mais uma história de uma criança diferente das outras, mas “Extraordinário” vai além, é sobre as relações humanas como um todo – tendo como foco a fase entre infância e adolescência.

A adaptação pro cinema não deixa a desejar, pelo contrário, só agrega à trama. O roteiro é fiel à história (na medida do possível) e conta de forma delicada e divertida os altos e baixos da jornada de Auggie. Eu, particularmente, adoro quando um livro que li, vira filme. Acho o máximo ter materializado tudo que imaginei lendo o livro.

Quem dá vida a Auggie é Jacob Tremblay, o Jack de “O Quarto de Jack” – brilhantemente, diga-se de passagem. Todo o trabalho de caracterização não se sustentaria se não tivesse um garoto tão brilhante por debaixo.

Julia Roberts e Owen Wilsonestão fantásticos no papel dos pais, a conexão entre eles e Jacob é visível e fundamental para a história. Destaque também para o restante do elenco mirim que está perfeito e faz com que o filme consiga ser sensível sem ser infantil demais (bobo).

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Você está pronto para conhecer Auggie Pullman?

“Extraordinário” nos convida a olhar além das aparências. O filme é uma aula de empatia, gentileza e amor ao próximo. Fala sobretudo de aceitação das diferenças e nos faz refletir sobre o que realmente importa no fim das contas. Um tema importante tratado com leveza e ao mesmo tempo com a seriedade necessária. Mesmo caindo em clichês vez ou outra e não tendo nada de inovador, não decepciona e não deixa de ser um filme brilhante (tanto para crianças quanto para adultos). Tem que ver. ❤

Recomendo levar uns lencinhos se você for “manteiga derretida” assim como eu. rs

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Desistir também é um ato de coragem

Dias atrás estava navegando na internet (ainda se usa esse termo? 😅) e me deparei com uma imagem “motivacional” que possuía uma pessoa vestida com roupa de corrida, parada, apoiada nos joelhos e visivelmente cansada, que continha a seguinte frase: Você pode tudo. Menos desistir. Desde então não parei de pensar sobre isso. Sobre não poder desistir.

É muito louco isso mas, às vezes, desistir é o melhor que você pode fazer por você mesmo. Desistir muitas vezes é a melhor decisão a ser tomada, e em alguns casos é uma escolha saudável.

Às vezes precisamos desistir de uma relação que não nos faz bem, em que você doa muito mais do que recebe; ou uma relação que já não nos traz felicidade e já não tem mais jeito. Às vezes precisamos desistir daquele emprego que já chegamos querendo ir embora, que passamos a semana pensando no sábado e domingo. Às vezes precisamos desistir daquela atividade física que não nos dá prazer e que fazemos por pura obrigação e acaba nos gerando mais estresse e insatisfação. Às vezes precisamos desistir daquele  curso que começamos mas não gostamos. Às vezes precisamos desistir daquele amigo que não toma jeito e só suga as nossas energias. Às vezes precisamos desistir daquele sonho que tanto insistimos mas não acontece. Desistir também é um ato de coragem. Você não precisa insistir eternamente. Se engana quem pensa que desistir é coisa de gente fraca, desistir é para os fortes.

Abrir mão de certas coisas é um processo muito doloroso e quando alguém desiste não é porque foi fraco, é porque foi forte tempo demais e reconheceu que aquilo já não lhe fazia bem mais. Certas coisas, pessoas, atitudes e comportamentos são nocivos à nossa saúde mental e bem estar, então desapegue.

Quando digo para desistir não quero dizer apenas para jogar tudo para o alto. Digo para renunciar ao que não agrega mais, renunciar ao que não aquece teu coração e começar algo novo, se permitir um recomeço. Se está em uma relação que não te faz bem, termine, conheça novas pessoas. Se está em um emprego que não gosta, encontre outro. Se pratica um exercício que não te dá prazer, tente outro. Se começou um curso e se desiludiu, comece outro. E comece outro de novo. E comece tudo outra vez. É permitido desistir sim, só não é permitido estacionar, porque a vida é movimento.

O que não podemos desistir nunca é de ser feliz, aí sim, não dá pra desistir. Mas tá liberado desistir de tudo que não te faz bem, ok? 🙂

E, ah! Não se culpe por desistir, ok? Cada um sabe dos seus limites. Seja gentil com você mesmo.

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Must go: Inhotim

Provavelmente você já ouviu falar de Inhotim… Se não, deixe-me lhe apresentar… É o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil. Muitos se referem a Inhotim como museu a céu aberto, mas não gosto de me referir a ele apenas como um museu pois acho que limita e é muito mais que um museu.

Essa foi a terceira vez que fui e, garanto, é sempre uma experiência diferente. Fica em Brumadinho (60km de BH) mas parece que você está num mundo paralelo, tipo Alice no país das maravilhas, sabe?

Inhotim é enorme, imenso, gigante. Um dia não é suficiente para visitar todas as galerias e obras e absorver toda a energia mágica daquele lugar. Mas se souber aproveitar bem o tempo, dá para visitar bastante coisa em um dia inteiro. Lá é dividido em três eixos, um rosa, um laranja e um amarelo, recomendo escolher um e fazer todo o percurso e depois, os demais.

É tanta coisa maravilhosa que fica difícil eleger uma instalação preferida, mas duas obras específicas me chamaram mais atenção e mexeram comigo.

A primeira delas se chama Linda do Rosário, uma escultura da artista Adriana Varejão onde a arquitetura se associa ao corpo, e a “matéria de construção se torna carne”. É uma espécie de “muro vivo”, uma coisa incrível! É, sem dúvida, uma das obras de arte mais incríveis que já vi na vida. Foi inspirada no desabamento do Hotel Linda do Rosário, no centro do Rio de Janeiro, em 2002, cujas paredes azulejadas caíram sobre um casal num dos cômodos do prédio. É uma daquelas coisas que tem que ver. Onde: G7 – eixo laranja.

 

Outra obra que mexeu comigo de forma intensa foi a instalação Através, do artista Cildo Meireles. Desde o final dos anos 1960, Cildo Meireles vem se afirmando como importante voz na arte contemporânea. Seu trabalho é pioneiro no campo da arte da instalação e preza pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.

Através é uma espécie de labirinto construído por meio de objetos e materiais comuns do dia a dia; são objetos utilizados para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: desde uma cortina de chuveiro – passando por um arame farpado – até uma grade de prisão, e muitos outros materiais de origem doméstica, industrial e institucional. Esses elementos se organizam geometricamente sobre um chão de vidro estilhaçado que reflete a luz focal do centro e produz diferentes tipos de transparência.

“Por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo.  O convite é que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las.” Não preciso dizer mais nada né? Só vivenciando para entender. É permitido caminhar pela instalação, desde que você esteja calçado. Onde: G5 – eixo amarelo.

 

Inhotim é muito mais que um passeio, que um programa, que uma viagem. É uma experiência sensorial (e única), que usa e abusa de todos os nossos sentidos. Vale a pena cada segundo naquele lugar.

Dicas: Vá com um calçado e roupas confortáveis pois você vai andar muito lá. Leve uma garrafa d’água e alguns snacks pra comer no caminho. E não se esqueça do protetor solar. 😉

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Serviço:http://www.inhotim.org.br/